Mídias Sociais e os Impactos em Nossas vidas

Atualizado: 28 de Out de 2019




O mundo virtual faz parte da nossa realidade hoje.


As verdadeiras transformações não conseguimos entender enquanto estamos vivendo, pois não é possível ter uma compreensão do todo. A cultura digital se naturalizou no nosso cotidiano e acabamos deixando de perceber as mudanças e os impactos!


Sendo assim, a tecnologia ficou cada vez mais invisível por ser cada vez menos separada da nossa existência.


A sensação do tempo também foi afetada com essas mudanças, devido às rápidas transformações. A experiência de tempo fica, com isso, sobrecarregada o que pode nos naufragar em uma perda de sentido, isto é, as coisas vão ganhando superficialidade pois não temos tempo de vivê-las com sentido. Além disso, irá causar uma sensação cotidiana de débito com tudo: “eu não sei tudo que gostaria de saber”. Há, portanto, a sensação de que algo sempre está faltando. Nunca conseguimos tudo que a gente quer e queremos cada vez mais.


A algoritimização (método que as redes sociais tem de ver seus costumes e indicar paginas relacionadas, etc) provoca, ainda, uma bolharização o que nos faz conviver cada vez menos com as diferenças e, consequentemente, ficamos mais intolerantes. O que leva à um paradoxo: queremos ser diferentes, mas ao mesmo tempo somos todos iguais. Da mesma forma, estamos mais unidos, porém mais separados devido à perda de vínculos mais verdadeiros e autênticos.


O espaço cibernético também faz com que a gente se circule em vários lugares - a gente se move o tempo todo nesses “não-lugares” (de janela em janela) e vamos nos perdendo.

A hipermodernidade, ademais, nos voltou para os excessos (de consumo, de mídia, de drogas, de receitas, de comida, de dietas, etc) e isso provoca um excesso de carência - o excesso vem para tapar uma falta impossível de ser tapada.


As mídias sociais também nos fazem buscar cada vez mais uma pessoalização (criação de si, do eu) da tecnologia. A internet passa a ser uma experimentação para construção e reconstrução do eu - vamos criando personagens de nós mesmos e vamos circulando com “múltiplas identidades” (sendo a identidade a tentativa de responder a pergunta “quem sou eu?”) Como consequência, nossa identidade vai sendo atravessada por uma infinidade de possibilidades o que provoca uma crise de sentido.


Como o mundo de infinitas transformações vai exigindo que a gente se reinvente o tempo todo, vamos nos atropelando por não termos tempo suficiente para isso e nossas identidades também vão sendo atropeladas! É um mundo, portanto, que não da tempo para a reflexão, por isso a crise de sentido.


A forma como pensamos sobre nós mesmos também muda com o advento da internet: como nos vemos e como nos percebemos! A gente exterioriza nossa intimidade esperando do outro uma validação daquilo que somos. As respostas e comentários dos outros vão ganhando mais importancia e, como consequencia, vamos ficando muito submetidos ao outro. A nossa vida, portanto, vira um espetáculo: queremos fazer um show de nos mesmos e moldar nossa identidade como se fosse uma obra de arte!


Vamos nos centrando na nossa autoimagem que é hipervalorizada nos conduzindo ao individualismo - por mais que sejamos voltamos ao outro, somos cada vez mais voltados para nossa auto-imagem.


É importante refletirmos como muitas vezes as pessoas conduzem suas vidas muito mais pelo que querem que os outros vejam, usando o “post” como um instrumento para tal, do que realmente pelo o que desejam! Como se o desejo fosse receber esse “olhar” do outro para a sua imagem! O que intensifica uma crise de sentido nos conduzindo à uma vida de superficialidade.

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