O Discurso do Paciente (Analisando) e a Re-significação

Antes de entrar no discurso do analisando, importante dizer do discurso da histérica, em que nele o sintoma é dominante, sob o qual solicita uma interpretação e, com isso, constitui alguém como um mestre que supostamente detém o saber: coloca e depois destitui o mestre (castra o mestre), pois o que ela quer é um mestre sob o qual ela reine.

Ela sabe-se dividida: reconhece sua falta e procura preenchê-la! O analista a questiona, mostrando que seu desejo está em sua pergunta. Ela, então, se confrontará com sua falta de saber e vai demandar “qual o meu desejo?”. Colocará, dessa forma, em questão sua própria posição de sujeito e transformará seu desejo em agente do discurso!


O discurso histérico é a chave da cura, pois possibilita a associação livre: colocar o sujeito para falar! O discurso do analisando se passa, portanto, por uma histerização do discurso!


A função do analista é, nesse sentido, colaborar com o advento e reconhecimento do desejo: fazer surgir o objeto causa de desejo do DIZER do analisante!


A experiência analítica é, com isso, uma experiência do discurso, da ordem do saber, em que deve haver uma interrogação sobre o saber, colocando o sujeito frente a própria pergunta: “quem sou eu?”, “qual o meu desejo?


No início da análise o analisante se vê, assim sendo, dividido: entre aquilo que diz, e aquilo que sabe que diz.



O sujeito, numa posição como a histérica com seu sintoma, irá dirigir ao outro a pergunta do seu sofrimento supondo a produção de um saber!


O fundamento da experiência analítica é, então, dar ao outro, enquanto sujeito, um lugar dominante no discurso!


Ou seja, na análise o sujeito irá questionar sobre as coisas que se passam em sua vida, do qual acreditava deter um saber, apostando no analista um lugar de suposto-saber, para poder produzir um NOVO saber sobre suas questões: re-significá-las

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